Candidato Político de terno, ao fundo um site institucional do mesmo.
Publicado por em agosto 3, 2018 Deixe um comentário

Porque os candidatos deveriam manter um site pessoal

A partir de setembro entramos em um período eleitoral no país com grandes mudanças na forma como candidatos podem se promover. As campanhas que antigamente se alongavam por meses, agora devem se concentrar em período curto, de aproximadamente um mês e meio, e os eleitores tem pouco tempo para conhecer propostas e intenções dos candidatos que pretendem escolher nas urnas.

As redes sociais, que já são utilizadas como um dos canais preferidos de todos os que disputam um cargo público, ainda funcionam para a maioria no antigo formato de palanque: pouca interação com o público, sem incentivos a discussões sobre projetos e com pouca ou quase nenhuma possibilidade de ouvir os problemas, anseios e sugestões. Sem contar os casos onde é visível o esforço em apagar comentários contrários a si para maquiar uma imagem de bem aceito dentro desses canais.

O relacionamento do candidato não deve acabar após as eleições

É preciso lembrar que ao utilizar esses canais de relacionamento, como Facebook por exemplo, os conteúdos compartilhados estão sujeitos a políticas internas da plataforma, limitando a alcance de propostas para novos públicos e apenas fortalecendo opiniões devido aos fatores de ranqueamento, que darão preferência ao público que já tem contato com as páginas. Se você precisa de votos para se eleger, é interessante que suas propostas atinjam também pessoas que não te conhecem, apostar apenas em um público que já te conhece talvez não seja suficiente para convencer novos eleitores. Não é muito diferente de divulgar um produto ou serviço.

São poucos os exemplos de candidatos que utilizam seus sites como plataforma de interação além da já batida lista de todas as reuniões, eventos e feitos que realizou durante o dia, muito bem descritos pela sua assessoria, e com um álbum de fotos imenso. Textos imensos, recheados de informações que pouco acrescenta no dia a dia do eleitor e que servem apenas para construir a imagem de bem aceito e conhecido. É basicamente como se você fizesse um site só falando bem de si mesmo, apenas do seu ponto de vista e enviasse para todos os seus amigos. Provavelmente ninguém veria.

Todos anos de eleições os comportamentos são iguais, assessorias publicando sites do dia para noite, com fotos e matérias alimentados na velocidade da luz e com pouca ou nenhuma interação.

Não faça uma campanha antecipada, entregue conteúdos de valor.

É preciso lembrar que existem algumas limitações acerca do período em que é possível fazer campanha, no entanto, a estratégia que não existe é a estratégia de conteúdo, construída no longo prazo, bem posicionada, com engajamento e personalidade. Sites que duram apenas o período de campanha e são desativados um dia após a eleição farão uma diferença irrelevante no fortalecimento de imagem de cada candidato.

Esse pensamento de conteúdo deve ser considerado no longo prazo, antes das eleições e depois inclusive. Não deve ser criado como um canal de campanha mascarado, mas um ponto de interação com um público que tenha as mesmas ideias ou interesses em comum. Auxiliar no acesso a informação sobre projetos, questionamentos comuns e diálogo vão produzir uma ferramenta de grande valia na corrida política.

Os candidatos que utilizarem seus endereços como forma de conversar com seus eleitores e fortalecer sua imagem, podem desenvolver novas ideias de participação popular além de diminuir as distancias do dia a dia público com as necessidades populares.

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Postagem escrita por Edgar da Silva
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